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Vamos pra Cuba: Brigada Sul-americana com inscrições abertas até 10 de dezembro

Transcrevo abaixo postagem da Associação Cultural José Martí de Santa Catarina.
Para os que desejam conhecer Cuba está é uma excelente oportunidade.


"Por Sturt Silva

Quer ir a Cuba e conhecer a realidade do único país socialista das Américas com seus próprios olhos?A oportunidade pode ter chegado.

Trata-se da Brigada Sul-americana de Trabalho Voluntário e Solidariedade a Cuba, onde pessoas do Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai visitam Cuba com objetivo de conhecer melhor a realidade do povo cubano e contribuir, através de jornadas de trabalho voluntário, com o desenvolvimento agrícola e produtivo do país.

Em 2019 a brigada, que será realizada entre os dias 23 de janeiro e 7 de fevereiro, chegará a sua XXVI edição e homenageará o revolucionário Camilo Cienfuegos nos 60 anos da sua desaparição física. 

Ao lado de Fidel Castro, Che Guevara e Raúl Castro, Camilo era um dos principais líderes da Revolução de 1959. Em 28 de outubro daquele ano seu avião desapareceu no oceano, seu corpo nunca foi encontrado.


Serão 15 noites, sendo 9 no Acampamento Internacional “Julio Antonio Mella” (CIJAM), localizado no Município de Caimito, província de Artemisa, a 45 km da capital Havana, e 6 em hotéis das províncias de Matanzas e Santi Spíritus. No total serão 5 províncias no roteiro da brigada: Havana, Villa Clara e as já citadas Artemisa, Matanzas e Santi Spíritus. O encerramento será na cidade de Yaguajay. 

A estadia terá o custo de 640 CUC (moeda cubana para estrangeiro) e inclui alojamento em habitações compartilhadas com 5 pessoas no caso do CIJAM e duplas e triplas nas províncias, alimentação e transporte para todas as atividades da programação.

Veja a cotação na época de reais para euros ou dólares. E de euros para CUC, que tem câmbio variante em Cuba. Em relação ao dólar o câmbio é fixo: 100 dólares vale 87 CUC em Cuba. O valor de 640 CUC não cobre a passagem de avião (ida e volta) e outros serviços (como taxas de aeroportos, excesso de bagagens, ligações telefônicas pessoais, etc).

Mural no acampamento Julio Antonio Mello | Foto: Perth
As jornadas de trabalho voluntário serão em áreas próximas ao CIJAM – acampamento criado em 1972 que conta com condições adequadas para satisfazer a vida coletiva e as necessidades das pessoas que visitam Cuba. 

Além das atividades produtivas, os brigadistas visitarão lugares de interesse histórico, cultural, social e econômico de Cuba, participarão de conferências sobre atualidade cubana e encontros com as organizações locais e também estarão presentes na IV Conferência Internacional Martiana pelo Equilíbrio do Mundo, que será realizada entre os dias  28 e 31 de janeiro, no Palácio das Convenções, em Havana.
Brigada homenageará Camilo Cienfuegos | Foto: Praça da Revolução, ao fundo Che e Camilo - Pé na Estrada
A brigada é organizada pelo Instituto Cubano de Amizade com os Povos - ICAP - e por sua agência de viagens (Amistur Cuba S.A). 

As inscrições estarão abertas até o dia 10 de dezembro de 2018. A direção da brigada é de Yarisleidis Medina Valle, dirigente do Instituto Cubano de Amizade dos Povos (ICAP). No Brasil, a coordenação é de Maria Ceriza da Associação Cultural José Martí do Rio Grande do Sul (ACJM-RS).

Contato:
Maria Cezira - ACJM-RS
email: cezira78@yahoo.com.br 

Se você estiver interessado em participar pode procurar os movimentos de solidariedade a Cuba na sua cidade ou estado. Alguns deles:

Paraná: Cebrapaz-PR e Associação de Cubanos;
Distrito Federal: Nescuba, Comitê de Brasília e Embaixada de Cuba;
Goiás: Associação Cultural José Martí;
Rio Grande do Norte: Casa da Amizade Brasil- Cuba

Assista vídeo da Marcha das Tochas - Brigada de 2010:


O brigadista deve se comprometer a cumprir o programa previsto e observar adequadamente as normas de conduta, disciplina e convivência social.

OBS: Caso não conseguir dessa vez, em abril/maio tem outra: é a Brigada Internacional Primeiro de Maio.

Programação da XXVI Brigada Sul-americana de Trabalho Voluntário e Solidariedade a Cuba

Data: 23 de janeiro a 7 de fevereiro de 2019.

Quarta, 23 de janeiro:

Chegada das delegações;
Opcionais de AMISTUR.

Quinta, 24 de janeiro:

06:45 – Despertar;
07:00 – Café da manhã;
09:00 – Atividade especial de boas-vindas (dedicada a Camilo Cienfuegos);
11:00 – Reunião de conhecimento e intercâmbio entre as delegações;
12:30 – Almoço;
14:30 – Conferência: Democracia e direitos humanos em Cuba;
17:00 – Reunião por países;
20:00 – Noite cubana dedicada ao 47º aniversário do CIJAM.

Sexta, 25 de janeiro:

06:00 – Despertar;
06:15 – Café da manhã;
07:00 – Saída para atividades produtivas;
11:30 – Almoço;
14:30 – Conferência: Economia cubana - atualização e desafios;
18: 30 – Jantar;
20:30 – Reunião do Comitê Coordenador;
21:00 – Aulas de salsa;
[Opcionais - Amistur].

Sábado, 26 de janeiro:

06:00 – Despertar;
06:15 – Café da manhã;
07:00 – Saída para atividades produtivas;
11:30  – Almoço;
14:00 – Conferência: Situação política dos países presentes na brigada;
18:30 – Jantar;
20:00 – Projeção de filmes cubanos | Aulas de salsa;
[Opcionais - Amistur].

Domingo, 27 de janeiro:

06:00 – Despertar;
06:15 – Café da manhã;
09:30 – Corrida: 60º aniversário da vitória da Revolução Cubana;
11:30 – Encontro com esportistas;
13:00 – Almoço e tempo livro no acampamento;;
19:00 – Saída para a Marcha das tochas na Universidade;
23:00 – Volta ao CIJAM;
18:30  – Jantar;
20:00  – Projeções de filme cubanos;
[Opcionais - Amistur: Cabaret, nocturnas + Cañonazo].

Segunda, 28 de janeiro:

06:00 – Despertar;
06:15 – Café da manhã;
07:00 – Saída para evento martiano no Palácio das Convenções; participação da inauguração e demais atividades;
19:00 – Jantar no CIJAM;
[Noite livre].

Terça, 29 de janeiro:

07:00 – Café da manhã;
08:00 – Saída para o Palácio das Convenções e participação de evento martiano de solidariedade;
Tarde – Regresso ao CIJAM e finalização do evento citado acima;
19:00 – Jantar no CIJAM;
20:30 – Projeção de documentários cubanos.

Quarta, 30 de janeiro:

06:00 – Despertar;
06:15 – Café da manhã;
07:00 – Saída para atividades produtivas;
11:30 – Almoço;
14:30 – Conferência: a importância da mídia na luta contra à ofensiva neoliberal;
19:00 – Jantar;
20:30 – Projeção de filmes cubanos.

Quinta, 31 de janeiro:

07:00 – Café da manhã;
08:00 – Saída para encerramento de evento martiano no Palácio das Convenções;
12:30 – Almoço no evento ;
15:00 – Visita ao museu da Revolução e tempo livre;
18:30 – Saída do Museu da Revolução para Casa da Amizade.
19:00 – Atividade cultural e jantar na Casa da Amizade;
23:00 – Regresso ao CIJAM.

Sexta, 01 de fevereiro:

04:30 – De pé e Café da manhã;
05:20 – Saída para Praia Girón;
11:00 – Recebimento pelas autoridades locais e da direção do hotel Villa Girón; 
11:30 – Hospedagem no hotel;
12:30 – Almoço no hotel;
15:00 – Visita ao Museu Girón;
16:00 – Encontro com internacionalistas; 
17:30 – Tempo livre para atividades (praias, hotel); 
19:00 – Jantar;
20:20 – Atividades no hotel. 


Sábado, 02 de janeiro:

07:30 – Café da manhã;
08:30 – Partida para o povoado de Pálpite (Matanzas);
09:00 – Visita ao Conjunto Artístico Comunitário Korimakao, intercâmbio com jovens artistas;
12:30 – Almoço no hotel;
14:00 – Visita à Praia Caleta Buena;
17:00 – Regresso ao hotel;
20:00 – Jantar no hotel.

Domingo, 03 de fevereiro:

07:30 – Café da manhã;
09:00 – Saída para Santa Clara; 
11:00 – Evento no Complexo Escultórico"Ernesto Che Guevara" e visita ao monumento em ação contra o "Trem Blindado";
13:00 – Almoço em restaurante local;
14:30 – Saída para Santi Spíritus;
16:30 –  Recebimento pelas autoridades da província;
17:30 – Hospedagem no hotel;
19:00 – Jantar no hotel;
[Noite livre].

Segunda, 04 de fevereiro:

07:00 – Café da manhã;
08:00  – Saída para jornadas produtivas e encontros com sindicatos, juventude comunista e Partido Comunista; 
13:30 – Almoço no hotel;
Tarde – Livre na cidade;
19:00 – Jantar no hotel;
20:30 – Atividades no hotel.

Terça, 05 de fevereiro:

07:00 – Café da manhã no hotel;
08:00 – Saída para atividades produtivas (local afetado em recuperação, por furação Irma ou por outro fenômeno natural);
13:30 – Almoço no hotel;
Tarde – Reunião do Comitê Coordenador (preparação para o encontro final de solidariedade e declaração final da brigada) e aproveitar piscina no hotel;
19:00 –  Jantar no hotel;
20:30 – Saída para atividade com Comitê de Defesa da Revolução.

Quarta, 06 de fevereiro:

07:00 – Café da manhã;
09:00 –  Encontro final da brigada no Monumento Camilo em Yaguajay;
14300 – Almoço no hotel;
Tarde – Tempo livre para organizar a noite sul-americana;
20:00 – Noite sul-americana.

Quinta. 07 de fevereiro:

07:00 – Café da manhã;
08:00 – Saída para Havana; 
12:30 – Almoço em Jaguey;
17:00 – Chegada à sede do ICAP.
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Veja como foi a Brigada Sul-americana | edição 2018

Fidel Castro, o Quixote que deu certo

Uma bela síntese da figura histórica e revolucionária do Comandante Fidel Castro, texto de Roberto Amaral.

"Fidel, com seus erros e seus méritos, abraçou o império da realidade objetiva e entrou para a história
Roberto Amaral
O ancião alquebrado que acaba de nos deixar venceu todos os adversários com os quais se defrontou, e sempre em condições extremamente desvantajosas, e nenhum deles era moinho de vento, pois todos inimigos ferocíssimos, riquíssimos, e o mais perigoso de todos, o império norte-americano, armado com modernos escudos, lanças e mesmo garras e dentes atômicos.

Fidel Castro, que o processo histórico transformaria no principal líder latino-americano do século XX, líder libertário da relevância de Ho Chi Minh e Nelson Mandela, foi, para os oprimidos de todos os continentes, para o grande universo dos subdesenvolvidos e particularmente para nós, latino-americanos, uma luz, uma esperança, animando vontades e ajudando a realizar sonhos de libertação nacional.


Aquele bastião de pé dizia que a luta continuava.

Com sua partida, encerra-se a saga dos heróis cervantinos da Revolução Cubana, Fidel, Camilo Cienfuegos – que não conheceu o poder – e Ernesto ‘Che’ Guevara, que desprezou o poder e o repouso do guerreiro: deixou saudade e saiu de cena admirado pelo que não conseguiu fazer; sua imagem é icone de amigos e adversários, multiplicada pelo sistema que não conseguiu abalar.

Fidel, com seus erros e seus méritos, foi o amálgama da tríade, pois era o sonho sem limites, era a mística revolucionária, mas era igualmente a práxis consciente de quem, sem renunciar ao sonho e mesmo à aventura, dá os braços ao império da realidade objetiva.

A partir de Cuba – ilha irrelevante do ponto de vista econômico, com seus 11 milhões de habitantes e 109.884 km2  de extensão (menor do que o Ceará) em face de gigantes como o Brasil e os EUA –, Fidel cumpriu, por décadas, com imensos sacrifícios para seu povo, o papel de esteio da luta anticolonialista e anti-imperialista, indispensável para a construção de um mundo socialmente menos injusto. Em quase toda a África os soldados cubanos estiveram lutando – Angola é o exemplo mais relevante – em defesa dos processos de libertação nacional.

Como poucos líderes revolucionários, Fidel sobreviveu à sua obra e morreu como vencedor, e, como todos os vitoriosos longevos pagaria alto preço no julgamento de seus contemporâneos. Ainda aguarda o crivo da história.

Venceu antes de tudo a ditadura luciferina de Fulgencio Batista, o criminoso desvairado, sem limites, encerrando décadas de assassinatos, torturas e toda sorte de barbárie. Venceu reiteradas vezes o poderosíssimo império americano, distante apenas 150 quilômetros de sua costa: venceu o general Dwight Eisenhower, o primeiro presidente a decretar embargo comercial contra Cuba (1960), venceu John F. Kennedy e a invasão da Baía dos Porcos (1961), venceu Richard Nixon e 634 tentativas de assassinato comandadas pela CIA (O Globo, 27/11/2016); venceu todos os presidentes americanos contemporâneos a ele – todos seus adversários e todos tentando a destruição do projeto cubano de regime socialista, bem como tentando sua eliminação física.

Cuba e Fidel, a partir de certo momento uma unidade, sobreviveram à queda do Muro de Berlim, à debacle da União Soviética e à transição da China para o capitalismo de Estado. Sobreviveram  à Guerra Fria e à chantagem do conflito atômico. Sobreviveram ao cerco das ditaduras latino-americanas instaladas em nosso continente pelos Estados Unidos nos anos 1960-1970.

Cuba, enfim, superou mais de 50 anos de cerco político-econômico (em 1962 os americanos decretam embargo econômico total à Ilha), diplomático e militar da maior potência do mundo, sobreviveu à crise do socialismo real e à globalização. Derrotou as oligarquias, os insurgentes, os sabotadores internos e externos.

Ao funeral de Fidel – liderança que os cubanos dividem com parcelas significativas das grandes massas de nossos países –, comparecerá um povo respeitado, soberano e solidário, orgulhoso de sua trajetória e consciente de seu papel na história. Este, seu legado.

Com a exceção da revolução de 1917, e ao lado certamente da Guerra do Vietnã, nenhum outro processo social terá influenciado tanto o mundo, e principalmente nosso continente, quanto a revolução cubana e nenhum líder exerceu tanto fascínio entre as multidões de jovens esperançosos quanto Fidel.

Nenhum líder permaneceu no pódio por tanto tempo, e não conheço outra identificação tão profunda, tão íntima entre o líder e sua gente, entre a história do líder e a história de seu país. E muito raramente um líder terá sido tão sujeito da história, artesão dos fatos, cinzelando as circunstâncias.

A Cuba de hoje resolveu problemas que ainda se agravam em países relativamente ricos, como o nosso: erradicou a miséria e o analfabetismo, universalizou o acesso à saúde de qualidade (apontado ao mundo pela OMS como exemplo a ser seguido) e à educação. A Cuba que Fidel Castro, Camilo Cienfuegos e Ernesto “Che” Guevara libertaram no réveillon de 1958-1959, porém, era, naquele então, apenas o maior prostíbulo do Caribe, balneário de gângsters controlado pela máfia e pelo tráfico, país sem economia própria, sem indústria, limitado à monocultura do açúcar.

Ícone da luta anti-imperialista, ícone da revolução em nosso continente, e de uma revolução socialista, símbolo da preeminência da vontade política sobrelevando às teorizações, Fidel Castro, líder de uma revolução impossível que no entanto se fez real, foi o grande nome de minha geração que em 1960 ingressava na universidade.

Cuba era a nossa Dulcineia, a ínsula que o sonho do cavaleiro nos prometia. Cuba era uma esperança, sua resistência, sua sobrevivência valiam como o certificado de que eram possíveis e viáveis todos os nossos sonhos de jovens socialistas que logo seriam chamados para o enfrentamento da ditadura militar instalada em 1964.

Visitei Cuba por diversas vezes, em tempo de bonança e em tempos de “período especial” – assim chamado aquele que se sucedeu ao suicídio da União Soviética. Visitei Cuba como dirigente político, quando, com Jamil Haddad, estava incumbido da tarefa de reorganizar o Partido Socialista Brasileiro, que consignava em seu programa o compromisso com a defesa da Revolução Cubana.

Foram muitas as delegações trocadas entre o PSB – então um partido de esquerda – e o Partido Comunista Cubano. Conheci e convivi com seus principais líderes. Em algumas oportunidades pude viajar por suas províncias, conversar com sua gente, visitar suas escolas e universidades, seus centros cívicos, conviver com seus estudantes e intelectuais, dialogar, debater, discutir. Testemunhei suas dificuldades e pude acompanhar a dedicação majoritária em torno do grande projeto.

As circunstâncias me ensejaram vários encontros – longas conversas, sem hora para começar e sem hora para terminar – com o “Comandante”, em Brasília, em São Paulo e principalmente em Havana. No primeiro desses encontros, Fidel disputou com o senador Jamil Haddad, então presidente do PSB, quem mais conhecia o programa siderúrgico brasileiro.

Visitei a Ilha outras vezes para participar de congressos e seminários diversos. Na última vez que estivemos juntos, eu integrava uma delegação de escritores e políticos brasileiros que comparecia ao um congresso latino-americano. Nosso bate-papo começou por volta das 22h e só terminou em torno das 4-5 horas da manhã. Nesse encontro, Fidel teve a oportunidade de discorrer, para uma plateia espantada, sobre o quadro político de cada um de nossos países. E ele, só ele assim, grande parte do tempo falando de pé.

Sem maiores ilusões quanto à supremacia da práxis, nos chamava a atenção para os dias vindouros, difíceis, dizia ele para nossa surpresa coletiva, a reclamar de todos, militantes de esquerda, muita reflexão, muita produção teórica. Muita recuperação das lições da História. Aquele homem, por excelência homem de ação e chefe de Estado nos ditava a lição de Engels: “Não poderemos prever o futuro senão quando tivermos compreendido o passado”.

Permito-me reproduzir aqui algumas palavras do prefácio que tive a honra e o prazer de escrever para o belo livro de Cláudia Furiati (Fidel Castro – Uma biografia consentida):

“Montado no Rocinante que as circunstâncias lhe permitiram, à frente de pequeno exército de desvairados, vestido apenas na armadura de uma paixão desenfreada por sua Dulcineia, Fidel é um Quixote moderno, o cavaleiro da triste figura, apólogo da alma ocidental que deu certo, derrotando não moinhos de vento, mas dragões verdadeiros, os quis, porém, vencidos, renascem para a luta, e o líder cubano, tanto quanto o herói cervantino, não conhece a paz, mas sua Dulcineia permanece preservada. Não economizou sonhos, dores e meios”."

Comandante Fidel Castro - Presente!!!

Morre o Comandante Fidel Castro aos 90 anos de idade.

Transcrevemos a seguir a nota oficial lida pelo Presidente Raul Castro:

"Hoy 25 de noviembre, a las 10:29 horas de la noche falleció el Comandante en Jefe de la Revolución Cubana Fidel Castro Ruz. En cumplimiento a la voluntad expresa del Compañero Fidel, sus restos serán cremados. En las primeras horas de mañana sábado 26, la comisión organizadora de los funerales, brindará a nuestro pueblo una información detallada sobre la organización del Homenaje póstumo que se le tributará al fundador de la Revolución Cubana. 
¡Hasta la victoria siempre!"